terça-feira, 30 de maio de 2017

Assassino inelutável


Sinto um desejo voraz de assassino
Homicida sagaz
Mutilador. Esquartejador sem juízo

Sinto um desejo de matar a sangue frio
Instinto sanguinário
Matar d’uma vez. Sem sequestro ou tortura

Matar pelo prazer supremo
Liquidar a queima roupa
Matar pela raiva acumulada, dia após dia

Vontade de cometer homicídio duplo
Matar doce e loucamente
A sua e a minha saudade

Erikcsen Augusto Raimundi
(Vitória, ES, 13/11/2011)

domingo, 16 de agosto de 2015

De quem te espera


Vem sem medo
Como se o beijo fosse o primeiro
Como se o abraço fosse o último
Como se o desejo fosse único

Eu sei, ainda lembro
Que seus sentimentos
São sem dúvida fragmentos

Mas, vem sem medo
Como se doce, a vida assim fosse
Como se mágico, o amor assim fosse
Como se o tempo, eterno assim fosse

Vem
Vem sem pressa
Vem sem rumo
Sê meu mundo

Vem, vem sem medo


Erikcsen Augusto Ramundi
São Mateus, ES (23.v.2012)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Quisera a flor


Quisera a flor sentir seu próprio aroma
Que foi roubado em uma única inspiração
Outrora a flor, em um quarto, vã trancada
E ébria em seu voluptuoso perfume observa.

Quisera a flor ser mais que adorno primoroso,
Mas no aferrolho com as pétalas amarguradas
Atentou-se à fantasia do jardim suspenso lá fora
Clamou ao vento e espalhou fagulhas de seu olor.

Do quarto, controla um platônico sentimento
Em que manipula opulente e constante
Uma vida oculta na cortesia das paredes.

“Já não basta aprofundar intensas raízes!”
Pensou a flor ao observar os cegos jardins
E, soturna e resiliente, ainda almeja sua fuga
Pois, quisera a flor não ser mais sensação de sigilo.

Erikcsen Augusto Raimundi
(São Mateus, ES, 15/5/2011)

domingo, 11 de maio de 2014

De teu filho



Pequena glória que em teu oceano deságua
Refúgio vivo de minhas tristezas não desoladas
Como pérola escondida, tu és rara
Rara em minha constante busca em encontrá-la

Voz tenra, de olhar comovente
Tens a caridade e a simplicidade
De uma fiel felina

Como prisioneiro, faço questão de viver em teu cativeiro
Pois nele, sou mantido no amor, carinho e segurança

Dá-me a chance de ter seu filho eterno
O qual sente-se em teu ventre materno
Toda vez que minha memória a chama

Erikcsen Augusto Raimundi
Rio de Janeiro, RJ (03/iii/2012)

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